segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Manhã linda

Quando a chuva cessou, após os dois dias já mencionados em outra postagem, o dia amanheceu lindo. 
Era o dia da nossa partida e isso nos deu muito alento para fazer as duas travessias de barca para Cebu.










Recifes expostos

Na água, de bem com a vida mansa


Ezio ainda espremeu uma aula introdutória de mergulho.

Seguem imagens do amanhecer.  A maré muito baixa, resultado da lua cheia, revelou uma área que
parecia um gramado bem cultivado.  Mas as pessoas que já estavam de pé neste gramado pela manhã
catavam ouriços.  Descobri que há uma variedade, com espinhos coloridos, que é a buscada pela gastronomia.  Na Villa Marmarine, comi um espaguete muito gostoso com molho de ouriço.  Tentei repetir no dia seguinte, mas eles já não tinham o ingrediente principal.

Desta pilha de ouriços negros...

Só poucos sobraram para ir à panela

Véspera da partida

O Sr. Harada nos preparou uma surpresa na noite que antecedeu a nossa partida de Siquijor. 
Um casal dinamarquês, com seus três filhinhos também partiria no dia seguinte.  Portanto,
a surpresa era uma partida de um jogo aparentemente conhecido no Japão, chamado "Gate Ball". 
Parece-se um pouco com o croquet que se joga na Inglaterra.  Como éramos dez hóspedes a jogar,
havia dez bolas, uma para cada um.  Formaram-se dois times, cada qual capitaneado por um
funcionário da pousada com experiência no jogo.  Nossa líder era a garçonete Anne, a mais bonita de todas.
Em termos gerais, o objetivo do jogo é passar cada bola pelos três arcos e finalizar atingindo uma trave vertical.  Joga-se em equipe.  O nosso era o time vermelho.  O adversário era o das bolas brancas.  Há estratégias
nada sutis, em que se atrapalha a vida do adversário e auxilia-se o progresso dos componentes com bolas da mesma cor.  Com isso, um percurso relativamente simples se complica com repetidas expulsões e reinícios.

Com Anne, campeã regional do jogo

Todos os participantes, com o Sr Harada, à esquerda

Estratégia para auxiliar outro participante do time

O capitão do time dos brancos, indicando onde se deveria atingir
Divertimo-nos muito.

Encontrei as gueixas filipinas!

Esta postagem é dedicada à Cindy, com quem já idealizei um romance escrito sobre as raras personagens que dão nome a este título.

Na pousada de Siquijor, cujos proprietários são japoneses (Sr e Sra Harada), as garçonetes (simpaticíssimas) usam quimono para nos atender à noite.  No resto do dia, o uniforme é mais simples e fresquinho.  Como o Sr Harada desenvolve uma série de ações sociais para incluir a população da ilha e dotá-la de instrumental para atuar na indústria de turismo, essas meninas (e os meninos que atuam em outros cargos) foram recrutadas nas comunidades vizinhas à pousada.  Muitos ainda frequentam a escola, pois os vimos chegando uniformizados à pousada, à tarde.

Fay (com o apelido Guin-Guin) era uma das mais velhas e quem trabalhava em todos os turnos do restaurante.  Como resultado, desenvolvemos um relacionamento mais estreito com ela.  Uma personalidade mais complexa se escondia por baixo da fantasia proposta pelo proprietário, que se revelava pela ironia e cumplicidade demonstrada pela Guin-Guin aos nossos comentários.

Torcemos para que essa garotada tão gentil e carinhosa encontre bons caminhos neste país tão castigado.

Parte da equipe do Villa Marmarine

Voltando um pouco no tempo...

Vou voltar um pouco no tempo porque estamos com acesso limitado à Internet aqui em Palawan, em função do horário racionado de energia elétrica.  Em Port Barton, ele era bem restrito: havia eletricidade apenas entre 18 h e 24 h.  Aqui em El Nido, entre 14 h e 6 h da manhã seguinte.  Também estivemos muito em trânsito desde o dia 19, portanto não houve muito tempo para descarregar as fotos que tirei.